[Videoshow] Eventos e tal

Já foi comentado que organizamos (Maria Clara e eu), com o Enéias Tavares, o evento Universidade em Quadrinhos em Porto Alegre. Pois então: teve também a versão Santa Maria do evento (nada mais natural já que os três organizadores vivem na cidade e dois deles [menos eu] são professores da Universidade Federal de Santa Maria).

Além disso, Maria Clara mediou uma mesa na Feira Gráfica Quadrúpede em Porto Alegre, eu mediei outra e juntos demos oficina de Oubapo. Todos esses eventos aconteceram dentro de universidades públicas e não tiveram qualquer tipo de cobrança para o público. No caso da Universidade em Quadrinhos, o objetivo foi de colocar em contato produtores de quadrinhos (roteiristas, desenhistas, editores, tradutores) com o público geral, mas principalmente, o universitário. A ideia era mostrar as diferentes formas de trabalhar com quadrinhos, seja no sentido profissional, seja no sentido acadêmico.

Pra registro, segue aqui a programação do evento que aconteceu nos dias 5 e 6 de junho de 2019:

PROGRAMAÇÃO

DIA 1 – 5 de Junho
14h – Abertura
Enéias Tavares (escritor roteirista e professor), Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro

14h30 – Mesa 1 – Pesquisar Quadrinhos
Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro e Jéssica Dalcin (Designer e professora)
Mediação: Monica Stefani (tradutora e professora)

16h00 – Coffee Break

16h30 – Mesa 2 – Desenhar Quadrinhos
Evandro Bertol, Brasiliano, Fred Rubim e Jéssica Lang (todo mundo desenhista)
Mediação: André Dalmazzo (professor e desenhista)

DIA 2 – 6 de Junho

14h00 – Mesa 1 – Escrever Quadrinhos
Lobo e Enéias Tavares
Mediação: Marcus Fontana (professor)

15h30 – Mesa 2 – Autopublicação de quadrinhos
Andrio Santos (escritor e roteirista), Jéssica Lang (desenhista), Byrata Lopes (desenhista) e Brasiliano (desenhista)
Mediação: Marília Barcelos (professora)

17h00 – Coffee Break

17h30 – Mesa 3 – Dissecando “Copacabana”
Lobo
Mediação: Enéias Tavares e Bianca De França Zasso (crítica de literatura, cinema e quadrinhos)

Teve na abertura um momentinho em que Maria Clara e eu optamos por ler um texto sobre a CRIMINALIZAÇÃO da balbúrdia na universidade. Nós defendemos que balburdiar é massa (e vale lembrar que esse espaço já estava aqui antes da palavra virar modinha). A imagem do texto segue abaixo, meio borrada por água, que deixa ela menos legível, porém mais bonitinha:

O texto, na íntegra.
Uma Balbúrdia ronda Brasília: que balbúrdia?
Nós dois temos um blog chamado Balbúrdia, que surgiu em 2016, para análises mais longas e cuidadosas de quadrinhos e de dar um tratamento mais acadêmico a eles, já que a maior parte dos outros textos sobre quadrinhos ainda eram bastante impressionistas ou jornalísticos. Desde o princípio, nosso verbo vinha de pesquisadores e tradutores, pessoas que lidam com a Palavra. E com a palavra transformada em imagem nas páginas de quadrinhos.
Por que esse nome? O nome veio por acaso, numa confusão com “alvoroço”. Era para ser “alvoroço”, alguém esqueceu, falou “balbúrdia”, e nós todos vimos que era bom. Por que esse nome? Alvoroço, balbúrdia, são palavras pra tumulto, gritaria, vozerio. Algazarra, balbúrdia, é gritaria levantada na hora do ataque. Confusão, agitação, revolta, desordem, também motim: balbúrdia vem de balbucio, voz que começa a se fazer voz de fato. É o prenúncio de um discurso, e também o anúncio de uma revolução.
Claro, a gente só queria fazer um blog sobre quadrinhos. Mas a nossa ideia sempre foi a de incluir vozes. Uma balbúrdia é muita gente falando, não um discurso único, não a ideologia dominante. Balbúrdia também para colocar em xeque o pensamento único, a monologia. Para termos dialogia, abrir o diálogo, para termos debate.
Ao longo desses três anos de Balbúrdia, sempre nos posicionamos como debate aberto. Hoje somos três pesquisadores no grupo, dois professores universitários. Ao longo desses três anos, também vimos, em nosso país, um discurso moralista subir o tom: a escola de um partido só, a ideologia de mercado, o pensamento autoritário, a palavra sequestrada por quem quer silenciar arte e cultura, por quem quer que a pesquisa e a universidade sumam.
Universidade também pode ser lugar dessa balbúrdia contra essa voz impostora, pois universidade deveria ser o lugar da profusão de discursos, pensamento e atitudes que transformam o mundo.
Não podemos deixar que calem as divergências.

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