[Bartheman] Alguma balbúrdia teórica durante a quarentena

Bem, aconteceu com todo mundo: “Na quarentena vou fazer xyz”, e na quarentena todas as obrigações gerais foram ampliadas. E depois do último post sobre censura a quadrinistas, cartunistas e artistas em geral, acabei nem atualizando que, mesmo depois da corrente de artistas em defesa de Aroeira, usaram novamente a Lei de Segurança Nacional contra outros artistas, jornalistas, youtubers, candidatos da oposição.

Da minha parte, porém, conseguimos manter certa periodicidade nos encontros com nosso Grupo de Pesquisa teoria e análise dos Quadrinhos (GPQ) da UFSM (no CNPq, parte desse grupo aqui). Tive a oportunidade de apresentar uma palestra da “Breve história das histórias em quadrinhos” e uma oficina para estudantes do ensino médio (professores: me convidem, eu topo).

Consegui me fechar um pouquinho para escrever alguns trabalhos. Trago aqui dois deles, um em desenvolvimento, que Lielson e eu apresentamos no Congresso da Associação Brasileira de Literatura Comparada, sobre um dos conceitos de que já abordei por aqui, inclusive nesta coluna, a grafiação. Como disse, o texto ainda está sendo escrito, e agradecemos comentários, dúvidas.

O congresso da ABRALIC continua, e esse simpósio sobre Arte, Literatura e Imagem tem outros trabalhos sobre quadrinhos. Ontem apresentaram sobre Peanuts e a música, em breve teremos trabalho sobre a paisagem nos quadrinhos. O congresso inteiro está disponível no Youtube.

Outra produção bem interessante para a qual tive a honra de participar é a publicação Post-comics: beyond the graphic novel, que parte da exposição homônima com a curadoria de Sébastien Conard. O evento será dia 22 de outubro, na Bélgica, adiado por conta de vocês sabem o quê. Para a publicação, escrevi sobre o trabalho do Jochen Gerner, um desses autores que transitam dos quadrinhos para as artes plásticas: ainda partindo do dispositivo ou da instituição história em quadrinhos, eles atualizariam a mídia quadrinho para outros campos. O livro ficará em breve disponível no site da editora, e é uma reflexão interessante (aqui mais perto de nós, temos o livro e pesquisa de Pedro Franz, partindo do conceito de campo expandido/ampliado da Rosalind Krauss).

Ando pensando muito sobre as relações com o tempo, sobretudo revendo a pesquisa de André Valente sobre a simultaneidade (participem da campanha para ele publicar logo isso em português).

Bem, chega de teoria, vou lá ler uns gibis.

Publicado por mckamiquase

Maria Clara Ramos Carneiro on ResearchGate https://orcid.org/0000-0003-2332-1109

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