[Vem comigo] Obscuro fichário dos artistas mundanos

Charge Laerte publicada na Folha no dia 03 de dezembro de 2019, título Infernópolis, traz um labirinto redondo com várias entradas. Em todas elas há policiais segurando cassetetes ou bombas de efeitos moral.Encurralados nos corredores e no centro do labirinto, muitos tentam fugir com expressão de pavor. No meio do local diversas pessoas amontoadas
Charge de Laerte publicada na Folha de São Paulo.

Estamos em tempos obtusos, tempo de colher as sementinhas do ódio remanescente da ditadura, acobertadas com panos quentes pela velha oligarquia nacional. E eis que, só em uma semana, da mesma estufa brota intimação aos artistas Claudio Mor, João Montanaro, Benett, Laerte e a um jornal (intimidados) por conta de cartuns do ano passado e uma velha conhecida do nosso breve século XX volta a assombrar um cartunista.

Continuar lendo “[Vem comigo] Obscuro fichário dos artistas mundanos”

[Vem comigo] Quadrinhos rebeldes

Dentre as várias Newsletters de boa qualidade que acumulo na minha caixa de entrada “para ler depois”, a Outros Quinhentos é uma das mais antigas. Jornalismo altermundialista contra “a ameaça da ultra-direita” e almejando “o possível pós-capitalismo”, sempre com comentários, entrevistas.

Continuar lendo “[Vem comigo] Quadrinhos rebeldes”

[Vem Comigo] Shelter

Aproveitando um raio de sol da cozinha, tentando me isolar enquanto barulhos de trocentas obras em volta do edifício parecem desconhecer o mal invisível que nos domina e o mal em pessoa que nos governa, abri ao acaso essa Métal Hurlant da Chantal Montellier. Edição em espanhol, encontrada por acaso em um sebo, um ano atrás.

Continuar lendo “[Vem Comigo] Shelter”

[Parlatório] Rafael Campos Rocha

Como já comentamos por aqui, venho coordenando um grupo de pesquisas na Universidade Federal de Santa Maria de análise e teoria dos quadrinhos, nosso GPQ. Aproveitando a virtualização das relações humanas no momento, desde março estamos nos encontrando semanalmente para ler textos teóricos que podem ser ferramentas para analisar histórias em quadrinhos. Os encontros virtuais permitiram participação de membros bem distantes no país, no planeta, e pudemos contar com alguns convidados especialíssimos.

À pedido da Profa. Márcia Carneiro, do Laboratório de Estudos das Direitas e Autoritarismos da UFF, convidamos nosso querido Rafa Campos Rocha para essa análise estética do surgimento dos super-heróis, em um encontro de 2 horas com muita coisa para pensar. Agradecemos ao Rafa e aos participantes dos dois grupos.

Palestra do artista plástico e quadrinista Rafael Campos Rocha sobre os primeiros quadrinhos de super-herói e as direitas. Reunião dos grupos de pesquisa Análise e Teoria dos Quadrinhos da UFSM (GPQ) e Laboratório de Estudos das Direitas e Autoritarismos da UFF (LEDA), coordenados respectivamente pelas professoras Maria Clara Carneiro e Márcia Carneiro.

Mediação de Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro (GPQ e Balbúrdia).

Participação dos membros dos grupos Braziliano e José Manuel Silva

LIVROS CITADOS

– A História de Joe Shuster: O Artista por Trás do Superman, de Julian Voloj e Thomas Campi. Tradução de Marcia Men (Aleph, 2018)

– A História Secreta da Mulher-Maravilha, de Jill Lepore. Tradução de Érico Assis (BestSeller, 2017);

– Homens do Amanhã, de Gerard Jones. Tradução de Guilherme da Silva Braga e Beth Vieira (Conrad, 2006);

– Super-Homem e o Romatismo de Aço, de Rogério de Campos. Ugra Press, 2018;

– Capitão Britânia, de Alan Moore e Alan Davis. Tradução de Érico Assis (Salvat, 2015);

– Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Tradução de Jotapê Martins (Panini, 2017).

LIVROS DO RAFAEL CAMPOS ROCHA

– Deus, Essa Gostosa (Companhia das Letras, 2012)

– Deus aos Domingos (Veneta, 2018) – Kriança Índia 1, 2 e 3 (independente, 2019-2020)

– Lobas (Veneta, 2016)

– Magda (Companhia das Letras, 2016)

– O Golpe de 64, com Oscar Pilagallo (Três Estrelas, 2014)

– O Homem de Pijama 1 e 2 (independente, 2020)

– O Poder do Pensamento Negativo (Garabato, 2015)

LINKS Rafael Campos Rocha

https://www.instagram.com/rafaelcamposrocha/

https://gibicriticism.blogspot.com

https://www.facebook.com/rafaelcamposrocha.gibi

https://balburdia.net/2019/02/12/historinhas-plastic-man-e-a-ternura/

https://balburdia.net/2016/12/06/balburd-er-rafael-campos-rocha/

Informações sobre os grupos: maria.c.carneiro@ufsm.br sobre o GPQ e marciarrcarneiro@hotmail.com sobre o LEDA.

[A Consciência de Zeni] Os quadrinhos de FC no Brasil

Aqui no Balbúrdia a gente é muito ligado também à pesquisa formal, em ambiente universitário mesmo (eu, por exemplo, tô no meio do doutorado em Letras com tese sobre história em quadrinhos [o que eu uso como desculpa pra não aparecer muito aqui]). Nessas, vez ou outra pipoca artigos em revistas científicas.

No dossiê especial destinado a ficção científica da Abusões, revista da UERJ, saiu um texto meu sobre a publicação de quadrinhos de FC no Brasil. Dá pra ler ele aqui, além de muitas outras pesquisas maneiras em torno desse tema. O texto que escrevi é o único dessa edição que foca em analisar os quadrinhos e dedicado a entender um pouco a cena brasileira dos últimos anos.

O meu artigo faz um levantamento das publicações de quadrinhos no Brasil em 2017, 2018 e parte de 2019, e aos poucos, separo traduções de publicações nacionais, infantis de não infantis, de quadrinhos que lidam com o insólito dos que não lidam e, nesse processo, surge um panorama da cena brasileira.

Minhas bases de informação foram os sites das editoras que publicam quadrinhos costumeiramente, somado a Catarse e o glorioso Guia dos Quadrinhos. De saída, o que importa nesse tipo de abordagem é a tendência dos números, já que não tem como chegar a números totais.

OBS: a imagem da postagem é de um quadrinho de 2016 e não fez parte da pesquisa, mas eu gosto muito: Know Haole 4, de Diego Gerlach.

%d blogueiros gostam disto: