Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs – Dia 13/04, às 12h, Vitralizado + Balbúrdia

Logo Prêmio Grampo 2020 por Jairo Rodrigues

O Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs já tem data, hora e local para acontecer. Os vencedores da quinta edição do principal prêmio da crítica especializada de quadrinhos do Brasil serão anunciados no dia 13 de abril, segunda-feira, às 12h, em posts compartilhados no site do Prêmio Grampo e nos blogs Vitralizado e Balbúrdia. Além das obras vencedoras do Grampos de Ouro, Prata e Bronze, no dia 13 também serão apresentados rankings individuais dos jurados convidados para a edição de 2020 do prêmio.

Na imagem acima você confere a nova identidade visual do Prêmio Grampo, criada pelo designer Jairo Rodrigues.

O Prêmio Grampo surgiu em 2016 inspirado na saudosa votação de melhores do ano do blog Gibizada, do jornalista Télio Navega, no jornal O Globo. Assim como ele fazia, eu e os editores do Balbúrdia, Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro, convidamos várias pessoas envolvidas de diferentes formas na cena brasileira de quadrinhos a produzirem rankings com aqueles que elas consideram os 10 melhores títulos publicados no país no ano anterior

Antes do dia 13, marcamos para 6 de abril, próxima segunda-feira, também às 12h, a revelação dos nomes dos 21 jurados da edição de 2020, em posts simultâneos no Vitralizado e no Balbúrdia.

O plano inicial para o Grampo 2020 era a realização de uma cerimônia na loja Ugra, em São Paulo, como aconteceu nas duas edições mais recentes do prêmio. No entanto, por conta da pandemia do coronavírus, optamos por realizar essa quinta edição apenas na internet, como foi nas edições de 2016 e 2017. Ficamos na expectativa de retomar o evento físico a partir de 2021.

Então é isso, dia 6 de abril anunciamos os jurados e dia 13 o resultado final e os rankings individuais. Enquanto isso, queremos saber: quais são as suas apostas para o Grampo 2020?

Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro e Ramon Vitral

[Vem comigo] Claire Bretécher

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“Esqueci minha pílula, aí esqueci que tinha esquecido, aí esqueci da senhora, mas agora me lembrei, então me dá a pílula do dia seguinte ou eu te passo”

Há muito tempo gostaria de escrever sobre a Claire Bretécher. Pena conseguir apenas hoje, dia da morte da autora, aos 79 anos. Bretécher, uma grande socióloga, segundo Roland Barthes, descrevia a hipocrisia burguesa e seu tédio. Começou a fazer quadrinhos nos anos 1960, tendo participado da Pilote de René Goscinny, e fundado a Écho des Savanes com outros autores da primeira revista, jovens cansados do editor em cima do muro.

Além de ter escrito a vida de Santa Teresa D’Ávila em quadrinhos (na verdade uma série cômica sobre a santa), suas séries mais famosas foram Les Frustrés, em que apareciam em geral famílias e amigos discutindo falsas amenidades, e Agrippine, uma adolescente… adolescente, “sem papas na língua”.

As poses de Agrippine

Aquele humor ácido e cheio de tédio: ela respondia secamente em entrevistas, que detestava. Não fazia a mínima questão de agradar. E seus personagens eram um tanto assim.

Lá pelo minuto 4, ela dá patadas no jornalista, que revida. A Catherine Meurisse (que sobreviveu por um atraso ao Charlie Hebdo) comenta que essa maneira de não agradar deveria ser um modelo, ainda hoje. O vídeo percorre a exposição de Bretécher na Biblioteca Pública de Informação do museu de arte contemporânea Georges Pompidou, em 2015.

Lembro de algumas páginas de um tribunal que julgava toda uma família. As maiores atrocidades e perversidades cometidas, mas tudo hipocritamente bem justificado pelas relações estabelecidas.

No Brasil, aparentemente só teve essa edição da heróica Marca de Fantasia (obrigada, Dandara, pela lembrança!). Hora de uma edição antológica?

“não é uma dificuldade pesada ser homem nas histórias em quadrinhos?”

(Achei, no entanto, um livro sobre ela em português!)

[Bartheman] “No meu tempo…” ou: os melhores quadrinhos da primeira década do século XXI

Enquanto o mundo faz suas listas dos melhores e melhores da nata do disco, do gibi, do livro, do diabo a quatro, comecei a pensar na década anterior e como comecei a ler quadrinhos mais intensivamente. Então, em vez de uma retrospectiva da década anterior, começo essa série aqui com lembranças do tempo da Carochinha.

Continuar lendo “[Bartheman] “No meu tempo…” ou: os melhores quadrinhos da primeira década do século XXI”

[Videoshow] Balbúrdia na Sala Tatuí

Quando comecei aqui no Balbúrdia, minha primeira proposta foi a de criar uma oficina permanente de quadrinhos sob restrição, na rubrica 1, 2, 3… já! Está um tanto desatualizada por aqui, mas Lielson e eu continuamos a difundir essas técnicas de escrita e de quadrinhos por aqui, por ali. E este mês, em São Paulo, capital, vamos levar as oficinas para a Sala Tatuí.

No dia 28 de janeiro, oficina de escrita sob restrição (ou seja, OuLiPo). a ideia de escrita criativa vista pelo lado de criação de regras autoimpostas, exercícios de criatividade e pequenos processos contra o tal bloqueio.

No dia 29 de janeiro, é a vez da oficina de Quadrinhos sob restrição (OuBaPo). E nem precisa saber desenhar!

O Oulipo ou Oficina de literatura Potencial (Ouvroir de littérature potentielle) é um grupo de autores que se reúne para pensar coletivamente como produzir a partir de um jogo, de criar uma dificuldade extra para além das restrições de gênero/estilo. Ao contrário do que se espera, tais restrições democratizam mais a escrita, pois aprofundam a compreensão do processo de criação literária, uma consciência maior do texto para além de uma impressão de um sujeito (o gênio). É antirromântico, e se tenta anti-acaso. E, em geral, é engraçado. O Oubapo é o grupo análogo em quadrinhos (Ouvroir de bande dessinée potentielle). O potencial dos grupos significa isso, mais restrições para futuros autores, abrir caminhos. Além de permitir o jogo sem pretensões de obras-primas.

A Sala Tatuí é um desmembramento da Banca Tatuí, que há pelo menos 6 anos ocupa um espaço importante na venda de obras independentes. E é um projeto da Lote 42, editora da Cecília Arbolave e João Varella, também organizadores da Miolo(s)!.

Se interessou? então você pode se inscrever por aqui: Escrita (28/01) | Quadrinhos (29/01)

[A Consciência de Zeni] Dicionário Crítico

Este texto é um pouco engodo, porque a marca [A Consciência de Zeni] é pra colunas. Hoje, vai só um link, mas vale como uma coluna.

Uma publicação de texto meu em dossiê voltado para as histórias em quadrinhos, organizado pelo Ciro Marcondes, do Raio Laser, e Alexandre Linck, do Quadrinhos na Sarjeta.

Sugiro um passeio por toda a revista, mas como sou de vaidades, este aqui é meu artigo. É uma versão da minha apresentação no Jornadas Internacionais de Quadrinhos de 2019.

Eu tentei hackear o estilo de Walter Benjamin (o Kenneth Goldsmith achou um quadrinho com o Benjamin! foi de lá que peguei a imagem de abertura, mas até o momento não identificamos seu autor), misturar com o de Georges Bataille na produção de um dicionário crítico de histórias em quadrinhos. O porquê de ser dicionário, da escolha dos estilos e os próprios verbetes estão explicadinhos lá no artigo, que convido geral pra ler.

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