[Vem comigo] Benício – leia um pouco, veja muito

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Seguinte, o Benício é o homenageado da Bienal de Quadrinhos de Curitiba desse ano. Faz um tempinho, em especial no decorrer do último ano, que reparei que pouca gente sabe quem ele é. E não falo de gente fora do circuito, não. Já conversei com ilustradores, galera que curte cinema, galera de quadrinhos, livros, mas que nunca ouviu falar no Benício. Achei estranho, achei triste. É claro que você não é forçado a conhecer todos os ilustradores do mundo, e não é como se NINGUÉM conhecesse o cara, calma. Não é a impressão que quero passar com o texto, mas confesso que é um número menor do que eu esperava. Ele é um dos maiores ilustradores do Brasil e o reconhecimento é restrito a um nicho do nicho. Bom, ele não é o primeiro e não vai ser o último. É um problema da carreira nesse país, acho. Vide Colin.

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Paolo Pinocchio, um merda.

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Paolo Pinocchio é um merda. E aposto que você conhece bem o tipo de merda que ele é. Não quer saber de amigos, caga em cima de qualquer tipo de empatia e se relaciona com as pessoas porque pode ser vantajoso. Paolo Pinocchio faz networking para proveito próprio. Pra ele, não existem amigos, só ferramentas. Objetificar mulheres é uma prática comum, mesmo que não seja limitada ao gênero feminino, tampouco a idade. Mentir é uma compulsão, e não existe circunstância que configure uma exceção. Ele vai te passar pra trás por uma bala de morango, se precisar. Aliás, esquece o “se precisar”. Ele vai te passar pra trás e pronto. É a índole dele, tá no sangue de nanquim que corre nas veias imaginárias por trás das camadas de tinta.

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[Vem Comigo] Mary Wept Over the Feet of Jesus

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O novo gibi do excelente Chester Brown tá uma teteia só. Uma baita pesquisa histórica sobre a Bíblia e o catolicismo (religião é um tema que atrai muito o cara), na qual ele questiona se a prostituição é realmente uma atividade proibida aos olhos de Deus, examina a seriedade de suas leis e propõe que talvez Maria, mãe de Jesus, e o próprio Messias tenham tido comportamentos sexuais menos ortodoxos do que pensa a comunidade cristã contemporânea. Continue lendo “[Vem Comigo] Mary Wept Over the Feet of Jesus”

[Vem Comigo] Mayo + Pequeno Pirata

Este fim de semana eu sonhei com pirata, vi filme de pirata e li gibi de pirata, então achei justo começar a semana com dois gibis de pirata que eu adoro.

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Primeiro, Mayo, da Editora Mino, pelo genial Fábio Cobiaco. Esse é um gibi que cresce em mim gradualmente. sempre gostei do formato, da forma como foi montado (em tiras horizontais) e, o principal, da arte, marcada por contrastes e jogos de luz e sombra. Mas a história melhora sempre que fecho o livro e penso nela. Quando releio, acho melhor do que a vez anterior. Uma baita homenagem aos quadrinhos do Hugo Pratt e ao universo aventuresco da Bonelli.

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Pequeno Pirata (Barba Negra), do David B., é uma história de terror produzida em tempos contemporâneos que mais me afetou. David B. é um dos autores modernos que faz um terror muito particular, assim como Charles Burns, e a investida dele nessa história sobre uma criança e piratas mortos tem um final tenebroso.

Recomendo deveras ambas!

[Parlatório] Bate-papo com Marcello Quintanilha

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Fotos de Tami Taketani

Durante sua turnê do lançamento do livro Hinário Nacional, o grande Marcello Quintanilha passou pela ITIBAN, em Curitiba. Foi no dia 15 de junho e tive o prazer de realizar a mediação.

Para quem não sabe, no início desse ano, Marcello Quintanilha teve seu livro Tungstênio premiado no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Trata-se de uma das mais importantes premiações de quadrinhos do mundo. Produzindo quadrinhos desde o século passado, Quintanilha é autor de Sábado dos Meus Amores, Almas Públicas, Tungstênio e Talco de Vidro, entre outras obras. Na minha opinião, é um dos autores mais importantes dos quadrinhos desse século XXI e, nesse bate-papo, ele faz ótimas reflexões sobre mercado, arte, linguagem e posicionamentos dos quadrinhos.

Daí preparei essa versão escrita pra compartilhar um pouco do que foi essa conversa. Divirta-se. 🙂

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