[Videoshow] Mesa de dissecação: Marcelo D’Salete

Passada rápida só pra comentar que pretendo relatar todos os eventos em que estivemos nos últimos dias (a saber: Mesa de Dissecação: Wagner Willian, des.gráfica, Miolo(s) e este que vou falar mas meio que já tô).

Claro, cá estando já jabazeio que hoje Ramon Vitral e eu conversaremos com Marcelo D’Salete sobre Angola Janga na Ugra, uma segunda e mais compacta versão da Mesa de Dissecação, em que a gente conversa com um autor detidamente sobre sua obra.

Vai começar cedo e ser tiro rápido, porque o D’Salete ainda vai autografar (é o primeiro evento de lançamento do livro).

Aliás, já li Angola Janga (gracias a Veneta, que me deu um exemplar) e prometo falar sobre a obra, mas adianto que é um dos meus livros favoritos do ano.

Reforçando: bate-papo das 18h30-19h30, seguido de autógrafos até o fechamento da Ugra (rua Augusta, 137, loja 116).

[Bartheman] Corpos inviáveis

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Jeanine, de Matthias Picard © L’Association, 2011

Jeanine está sendo entrevistada por um rapazote, o Matthias Picard. A um determinado momento, ela percebe rabiscos no caderno dele, a quem ela confiava a sua história:

– Você está desenhando quem?
– Seu pai.
– Mas… você não sabe como ele se parece.
– Não, eu imagino.
– Ele era italiano, o meu pai… Continue lendo “[Bartheman] Corpos inviáveis”

[Cuba Liber] Grampo 2017 por Liber Paz

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Eu desconfio de listas, prêmios ou rankings. Não tenho certeza se realmente servem pra alguma coisa, além de mexer com egos. Afinal, quando dizemos que fulano ou beltrana é o ou a “melhor” do ano,  sempre cabe perguntar: melhor pra quem? Por quê? Quais os critérios? Quais as intenções em escolher um melhor? Continue lendo “[Cuba Liber] Grampo 2017 por Liber Paz”

[Se liga] Hinário Nacional

Em 2014, Marcello Quintanilha lançou Tungstênio e todo mundo ficou de cara com a inteligência do camarada sobre o meio história em quadrinhos. O entendimento dele sobre compressão/descompressão de tempo narrado era pra se estudar com cuidado.

Em 2015, ele me sai com Talco de vidro e consegue, mais uma vez, mostrar que ainda tem muitas ideias de linguagem pra usar, ao mesmo tempo que cria uma personagem profunda. Sem falar do trabalho do narrador textual!

Portanto, a expectativa ao redor de Hinário nacional é monstro (a minha, pelo menos, é). Que outras grandes sacadas Quintanilha ainda tem pra mostrar? Abaixo, a descrição da editora Veneta sobre a obra.

Em março, a Veneta lança o novo livro de Quintanilha, Hinário Nacional, um pequeno e delicado épico onde a história de diversos personagens se entrelaçam sutilmente.

São histórias de pequenas tristezas e grandes dramas, todos vividos silenciosamente. A história de alguém que se resigna com o fato de ter sido vítima de abuso sexual, e de outro que oculta um dilacerante sentimento de culpa por ter abusado sexualmente. A tristeza de um homem com a velhice e o desbotamento das histórias de amor. O desejo de esquecer o sofrimento, de esquecer o que se fez, de ser o que não é. Uma edição de luxo em capa dura. Um livro que já nasce com ares de clássico.

[Se Liga] Bulldogma, de Wagner William

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Muito gibi nacional sendo publicado e isso é lindo. Desta vez, Wagner William (autor de LOBISOMEM SEM BARBA, publicado pela Balão Editorial) lança Bulldogma, pela VENETA.

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Bulldogma é um gibi complexo, qualquer sinopse é incapaz de passar a ideia das coisas que o Wagner aborda na HQ. Então, no lugar de um resumo ou outras informações, sugiro que confiram o BLOG do livro, que tem uma vida de pré-publicação extensa e pra lá de rica. Tem easter eggs, artes, book trailer, com destaque para O Flerte da Mulher Barbada, com várias entrevistas com quadrinistas e profissionais dos quadrinhos, todas excelentes e conduzidas pela simpaticíssima protagonista barbada Deisy Mantovani.