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A Balão Editorial fez sete anos de existência e incentivo à leitura neste mês de janeiro do ano do nosso Senhor de 2017. Pra quem não conhece, a Balão publica quadrinhos, literatura (não vamos abrir aqui a discussão “MAS QUADRINHOS TAMBÉM SÃO LITERATURA!”, tá? Deixa isso pra outra hora) e acadêmicos, além de prestar serviços editoriais como revisão, tradução etc.

A editora não tem todo o reconhecimento que acho que merecem, talvez pelo pequeno números de títulos no catálogo. Porém, o que falta em quantidade, sobra em qualidade, já a Balão tem uma preocupação genuína em publicar autores novos, de qualidade (o povo de lá tem um ótimo olho pra isso).

A Balão tende a escolher obras, tanto nacionais quanto do estrangeiro, buscando temas variados, que acabam por  enriquecer o cenário de quadrinhos nacionais, além da evidente preocupação com a acessibilidade (o preço baixo é uma busca clara por parte do time da editora).

Pra conhecer o seu ótimo trabalho, aqui vão sete dicas:

O amor infinito que tenho por você

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Eu tava pronto pra falar deste gibi que eu adoro (releio pelo menos uma vez por ano), pelas mãos deste português que já foi publicado no Brasil também na revista Café Espacial, quando o Lielson me falou que tem uma resenha dele no Universo HQ. Recomendo que fiquem com as palavras do cara (valeu por me facilitar o trabalho, Zê).

Lobisomem sem barba

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Eu sei que o primeiro trabalho publicado do Wagner Willian foge às insatisfatórias definições de quadrinhos que temos, mas deste trabalho (livro ilustrado?) ele partiu para a produção do ótimo Bulldogma, publicado em 2016 pela editora Veneta. E sim, mesmo não sendo um gibi, entra nesta lista, porque Lobisomem sem barba é um trabalho muito esperto, contado com imagens (as ilustrações transcendentes do Wagner) e fragmentos de textos e ideias que aos poucos montam o monstro pouco comum que a cabeça do Wagner Willian criou, além de ser mais um exemplo de como a Balão pensa suas publicações (o formato é ideal).

Klaus

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No primeiro trabalho longo do Felipe Nunes (mais de 100 páginas), ele faz uma história com um tema profundo, com personagens vivos, cheios de credibilidade pela maneira como se relacionam, em desenhos em preto e branco bem delineados e uma narrativa pra lá de concisa (isso que o cara fez o gibi com 19 anos). Se você ainda não leu, perdeu um dos gibis mais legais de 2014.

Pobre marinheiro

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Esta adaptação do conto No Mar (publicado como ebook pela editora), de Guy de Maupassant, é mais um exemplo do tipo de gibi que devia ser mais publicado no Brasil. Parte da maneiríssima coleção ZUG (que também traz artistas como DW Ribatski, Magno Costa, Mateus Acioli e Alexandre TelesJoão Riveros . Todos merecem uma conferida). Sobre Pobre Marinheiro, sigo o exemplo do site da Balão e deixo o texto de quarta capa do Érico Assis pra publicação: “Adaptações da literatura para os quadrinhos: todo mundo quer fazer, pouquíssimos fazem bem. Sammy Harkham é dos pouquíssimos. O conto de Guy de Maupassant é apenas seu ponto de partida para criar uma narrativa do jeito que só a HQ permite: momentos intimistas e eternos concentrados em uma imagem – um carinho trocado na cama, um olhar para o horizonte – elipses carregadas de significado e traços que se expressam sem necessidade de palavras. Certamente não vai agradar os professores de literatura. Enquanto quadrinho, porém, é das melhores aulas que já se publicou”.

Como na quinta série

Taí mais uma obra da coleção Zug. O formato quadrado e pequeno é muito simpático, funciona bem narrativamente e permite preços bacanudos. Aqui, DW Ribatski faz um conto ilustrado sobre abuso de autoridade, violência policial e jovens estranhos. Durante junho de 2013, aquele momento que ninguém entendeu direito o que rolou, artista e editora puseram este material para leitura online gratuita. Vai no link aqui e seja feliz.

Guia culinário do falido e Guia de viagem do perdido

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Guia culinário do falido foi uma surpresa bacaníssima de 2015, e traz receitas (talvez não das melhores, mas isso não importa) de 5 quadrinistas em forma deeeee…. QUADRINHOS! Felipe Horas, Samanta Flôor, Leo Finocchi, Marília Bruno e Fernanda Chiella trazem situações com receitas particulares, cheias de humor e cara de pau, sem uma preocupação exagerada de te ensinar a fazer um rango decente. O foco maior é se divertir na cozinha e com o gibi!

E daí tem o Guia de viagem do perdido, que eu não li ainda, mas é compra certa, porque, a julgar pelo guia supracitado e a o trabalho que a editora vem desenvolvendo ao longo destes 7 anos, o risco tá bem pago!

Parabéns, Balão! Que venham 70 vezes 7 anos de existência!