[Com vocês] E quem levou o Todos os Santos foi…

Tira de Marcello Quintanilha publicada no Estado de São Paulo (e está coletado em Todos os Santos)

Henrique Artuni Bujan!

Dentre o povo que mandou textinhos pra nós pra concorrer a um exemplar de Todos os Santos, de Marcello Quintanilha, o escolhido fez a microresenha de Transubstanciação, de Lourenço Mutarelli.

Enviamos o livro, que já chegou e passa bem.

Dentre todos os participantes só recebemos autorização de dois deles pra publicar seus textos, que seguem. Primeiro, o do Henrique e, em seguida, os de Callu Policarpo. Agradecemos imenso a participação de todos.

Vai nas resenhas:

Em Transubstanciação, Mutarelli eleva sua síndrome barroca aos subterrâneos interiores: uma grotesca máquina morfológica que atinge o sublime nos grandes painéis, nos fazendo soltar a mesma risada de um padre descrente que devora hóstias não benzidas, pães em forma geométrica. – Henrique Artuni Bujan

 

Garotos do Reservatório, de Celio Cecare e Fábio Cobiaco, tem um enredo maduro sem cair no cansaço, personagens muito bem construídas, diálogos fortes. Você lê e se pega imaginando o quanto a história daria um bom filme e quando a leitura acaba fica um gosto de “quero mais!”. – Callu Policarpo

 

Talco de Vidro, HQ de Quintanilha, explana aquele ditado de que “a grama do vizinho sempre é mais verde”, não importa o quanto a protagonista é rica e bem sucedida, ela sempre inveja o sorriso estampado na cara de sua prima “lascada”, nos trazendo um existencialismo perturbador. – Callu Policarpo

 

“Independência ou Mortos”, HQ de Abu Fobiya e Harald Stricker, tem a ousadia de transformar a figura “heróica” de Dom Pedro I em um boêmio matador de zumbis em plena era colonial. A HQ tem um tom “nonsense” que diverte, sem contar a ilustração “trash” que não peca. – Callu Policarpo

 

A reinvenção da Turma da Mônica em “Laços”, por Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi, desperta a criança interior de cada adulto, trazendo toda nostalgia dos antigos gibis da turma, mas também trazendo uma mensagem que transcende idade e com simplicidade emociona. – Callu Policarpo

 

O Doutrinador, HQ de Luciano Cunha, embora não inovador, parecido com “O Justiceiro” e “V de Vingança”, nos traz orgulho por ser nacional, aguça a sede de justiça contra a corrupção de nosso cenário político e tal sentimento é saciado através da leitura, uma “vingança ficcional”. – Callu Policarpo

 

“Tungstênio”, HQ de Quintanilha, foge do tema “super-herói”, adentra no gênero drama, mas enquanto muitas HQ’s trazem tal essência em bibliografias, “Tungstênio” embora ficcional consegue ser real. Eu que nunca estive na Bahia fisicamente estive em leitura.

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