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Tastequiet (em inglês mesmo. Não faça como eu, que dava um jeito de pronunciar em francês) é uma publicação com um desenho por dia, que abrange o período entre 20 de setembro de 2012 a 20 de setembro de 2013. Também tem um curto making-of, com fotos, sketches e ideias descartadas.

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Eu conheci o trampo do Vidi Descaves (autor) pela internet, já gostava muito, e comprei o livro no FIQ 2015. Tinha uma capa simples, toda azul, com o título tímido no centro. Nenhuma informação a mais, mas não precisava. A proposta é justamente o oposto disso: te convidar a entrar descarregado.

Eu li Tastequiet com bastante tempo de sobra e um café do lado. Recomendo o mesmo (ou, pelo menos, algo parecido). De imediato, as ilustrações pendem para o non-sense, mas cada uma tem um sentido. É aquele tipo de experiência que pede repetição e contemplação. Você olha praquela coisa, olha de novo, afasta, daí olha mais um pouco, talvez faça um lanche, olha mais e percebe algo, alguma coisa que só você viu. Porque olhar e ver são duas coisas diferentes. Vai ser uma leitura só sua, baseada em todo o amálgama de experiências particulares que o desenho evocar, e talvez você veja a mesma imagem outro dia e conclua algo diferente.

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Quando eu vi os desenhos do Descaves na internet, gostei, mas ler tudo reunido numa publicação só cria uma abrangência na imersão. É pura poesia visual com qualidade e beleza muito peculiares, um tipo de olhar ainda raro nos quadrinhos nacionais. É um baita de um exercício experimental e uma puta experiência sensorial.

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