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Na nossa seção dedicada aos lançamentos (autores, mandem as informações pra nós) material novinho do José Aguiar – o mesmo autor de NADA COM COISA ALGUMA, A INFÂNCIA NO BRASIL e FOLHETEEN.

O gibi se chama Coisas de adornar paredes e trata de pessoas comuns e suas relações com objetos que, bem, vão na parede. De acordo com o próprio José:

Trata-se de um projeto completamente diferente de sua obra mais recente, a webcomic A Infância do Brasil, que narra a história de nosso país sob a perspectiva da infância e foi publicada na internet traduzida simultaneamente em 04 idiomas, além de recursos de interatividade e muito conteúdo complementar. A ideia em Coisas de Adornar Paredes, era ir na contramão da HQ virtual e valorizar o objeto livro e, em particular, formas tradicionais de ilustrar.

“Cada projeto tem sua forma correta de ser realizado. Aqui, pude trabalhar a ilustração preto e branca, através da técnica de “aguada”. Ruídos, manchas e vazios que tem uma espontaneidade muito grande foram minha volta aos pincéis, depois de anos trabalhando praticamente só com arte-final e cores digitais. Essa arte “crua” dialoga com os contos criados por meu personagem, um autor ainda em construção, sem falar que dão criam uma atmosfera e poder de sugestão que dão muita força a cada um deles.”- explica Aguiar.

O embrião deste livro surgiu ano de 1999, na antologia independente de artistas curitibanos “Almanaque Entropya -Volume 3”. Na ocasião, Aguiar publicou duas histórias em quadrinhos curtas, que já traziam o título dessa publicação, que leva o conceito inicial bem além do que sonhava aquele então aspirante autor de quadrinhos.

“Coisas de Adornar Paredes” é um projeto sobre aquelas pequenas coisas em que presto atenção quando caminho pelas ruas de Curitiba ou quando visito a casa de alguém e me deparo com alguma sutileza que me sensibiliza. É um olhar especulativo sobre o que vivo, por ser cercado como todo mundo, por toda sorte de coisas de pendurar, colar ou que marcam nossas paredes. Paredes adornadas com mais histórias do que conseguimos imaginar.” – define o autor.

Vale dizer que o prefácio é do balburdioso Liber Paz e o primeiro lançamento em Curitiba é amanhã (22 de março), na Gibiteca.