[Prêmio Grampo] Lista final 2019

O álbum Ayako é o vencedor do Prêmio Grampo 2019 de Grandes HQs. O clássico do Osamu Tezuka (1928-1989) publicado pela editora Veneta e inédito no Brasil até 2018 consta em oito das 20 listas do jurados convidados do Grampo, tendo acumulado 64 pontos na contagem dos vototos. O gibi vencedor ficou à frente de A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), de Sonny Liew (50 pontos e nove listas) e Eles Estão Por Aí (Todavia), de Bianca Pinheiro e Greg Stella (50 pontos e oito listas).

O top 10 do Grampo 2019 fecha com A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), de Odyr (47 pontos); Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), de Fabio Zimbres e Mechanics (41 pontos); A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), de Liv Stromqüist (38 pontos); Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), de Manuele Fior (37 pontos); Me Leve Quando Sair (independente), de Jéssica Groke (34 pontos); Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), de Kate Evans (34 pontos); e QP (Lote 42), de Power Paola (30 pontos).

Com cinco títulos mencionados nos 20 rankings, estando dois deles entre os 10 primeiros colocados (A Revolução dos Bichos e A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado), a editora Companhia das Letras acumulou 135 pontos, a maior pontuação no somatório geral de títulos por editoras. Responsável pelo lançamento do quadrinho na primeira colocação, Ayako, a Veneta somou 105 pontos. Com cinco obras mencionadas, inclusive a segunda colocada no ranking geral (A Arte de Charlie Chan Hock Chye), a Pipoca & Nanquim ficou com 90 pontos. As três obras mencionadas da editora Todavia somaram 77 pontos. O quinto lugar no ranking de editoras ficou com a DarkSide Books, com 67 pontos.

No total, foram mencionadas 86 HQs. Os rankings individuais de cada um dos jurados estão disponíveis aqui. Os 20 quadrinhos mais bem colocados na soma dos rankings e as demais obras listas constam a seguir.

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi) [64 pontos]

*por Ramon Vitral

O primeiro lugar de Ayako no somatório geral dos rankings enviados pelos jurados do Prêmio Grampo 2019 fazem da HQ de Osamu Tezuka (1928-1989) a primeira obra internacional a levar o Grampo de Ouro. Presente na história das HQs mundiais como ‘O Deus dos Mangás’, Tezuka teve sua fama fomentada no Ocidente por seus trabalhos mais infantis, mas o épico familiar adulto publicado pela primeira vez no Brasil no início de 2018 é apontado por especialistas como a obra-prima do autor.

Lançado originalmente entre 1972 e 1973 como uma trilogia, o álbum apresenta a versão integral do trabalho mais sombrio, cínico e pouco esperançoso de Tezuka, completamente distinto daqueles que talvez sejam seus títulos mais famosos no Brasil: Astro Boy, Kimba – O Leão Branco e A Princesa e O Cavaleiro. O diálogo mais óbvio de Ayako é com o sofrimento, a culpa e o niilismo presentes nos romances do russo Fiódor Dostoiévski – de quem o artista adaptou Crime e Castigo em 1953.

As 720 páginas de Ayako são ambientadas no Japão pós-2ª Guerra Mundial. O retorno de um dos cinco filhos da tradicional família Tenge de um campo de prisioneiros dá início a uma série de eventos que culminam em um período de 24 anos da caçula do clã trancada em um porão por decisão unânime de seus parentes mais poderosos com o objetivo de proteger a honra de seus pais e irmãos. Em texto para o site especializado The Comics Journal, o crítico de quadrinhos Simon Abrams escreveu: “Nenhum personagem chega ao fim de Ayako ainda inteiro”.

Votaram em Ayako: Carlos Neto (1º), Dandara Palankof (1º) Daniel Lopes (1º), Liber Paz (10º), Luli Penna (6º), Paulo Floro (1º), Ramon Vitral (3º) e Thiago Borges (1º).

2) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro) [50 pontos];

*por Maria Clara Carneiro (tradutora de A Arte de Charlie Chan Hock Chye)

Mesmo quem tem menos de 30 sabe um pouco de como é viver sob a censura. Muito de nossa cultura popular traz exemplos de versos, imagens, narrativas, jeito sussurrado de comentar política, aquele medo latente de andar na rua e não voltar, e o mal jeito de entender essa tal liberdade. E eis que 30 anos após nossa CF88, Pipoca e Nanquim nos apresenta um livro vindo do estado que era criança quando a gente voltava a eleger nossos governantes, a Singapura.

A Arte de Charlie Chan Hock Chye é uma longa entrevista de Sonny Liew com o mítico autor de quadrinhos Charlie Chan Hock Chye, singapurano que era uma criança descobrindo gibis quando seu país conseguiu a independência. E, adolescente, passa a tentar explicar a história de seu país com quadrinhos, em que a forma escolhida (os funnies, aventura, terror, herói) também ajuda a contar essa mesma história, sobretudo a de um preso político, hoje completamente obscurecido pela história oficial. É, portanto, uma história da Singapura em quadrinhos e uma história de quadrinhos em quadrinhos, cheia de referência a estilos e autores, de Osamu Tezuka a Frank Miller.

Mas Charlie Chan Hock Chye nunca existiu. Sonny Liew, que tem quase a idade de seu país, só foi descobrir certos fatos da história recente em livros que encontrou em um país vizinho. E foi no exterior também que descobriu a censura apagando todos os rastros daquele passado recente, e do presente também. Como contar a história de uma censura? Sonny Liew cria essa conversa com um pretenso autor, que vai fracassando em contar essa mesma história por conta de todos os embargos à possibilidade da arte contar, pela censura e pelo pouco incentivo que se tem, em geral, para contar uma história.

Votaram em A Arte de Charlie Chan Hock Chye: Carlos Neto (5º), Dandara Palankof (4º), Érico Assis (6º), Liber Paz (6º), Lielson Zeni (6º), Milena Azevedo (1º), Paulo Floro (6º), PJ Brandão (10º) e Ramon Vitral (4º).


3) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella [50 pontos];

*por Lielson Zeni

O terceiro colocado desta edição do Grampo é o quadrinho nacional mais bem posicionado na lista. Segundo trabalho assinado pela dupla Bianca Pinheiro e Greg Stella, primeiro por editora, Eles Estão Por Aí (todavia, 2018) – o anterior foi o bem bom Meu Pai É um Homem da Montanha (independente, 2015).

Dessa vez, em vez da narrativa de suspense tipo na obra anterior, a gente vê criaturinhas verminosas se arrastarrem por terrenos inóspitos e tocarem conversas dos mais variados tons. Me lembrou (e isso é coisa minha, não digo que seja intenção dos autores necessariamente) meu livro favorito do Lourenço Mutarelli A Caixa de Areia (ou era dois em meu quintal) (Devir, 2006), bem como aqueles ambientes das peças de Samuel Beckett, tipo O Inominável e Esperando Godot. Eles Estão Por Aí se aproxima dessas obras não por tema, mas pela ambientação.

Acho incrível ver um livro de editora com tanto alcance de distribuição e divulgação com vetor narrativo tão baixo. O livro da Bianca e do Gregg não é obra para saber qual cena/peripécia vem depois, o que interessa ali não é a cadeia de fatos, mas cada momento daqueles diálogos. Há, sim, relações que se estabelecem entre os seres e entre eles e o aquele ambiente, mas o melhor desse livro não está ali e, sim, nas criaturas quase sem forma que estão nas páginas da obra e, quem sabe, também não estão por aí.

Votaram em Eles Estão por aí: Carlos Neto (7º), Dandara Palankof (9º), Douglas Utescher (1º), Liber Paz (4º), Lielson Zeni (7º), Paulo Floro (3º), Ramon Vitral (5º) e Thiago Borges (2º).

4) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr [47 pontos];

Votaram: Cecilia Arbolave (2º), Daniela Cantuária Utescher (1º), Douglas Utescher (7º), Paulo Floro (7º), Lila Cruz (4º), PJ Brandão (6º) e Thiago Borges (3º).

5) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics [41 pontos];

Votaram: Cecilia Arbolave (3º), Jéssica Groke (5º), Lielson Zeni (3º), Luli Penna (10º), Maria Clara Carneiro (8º) e Ramon Vitral (1º).

6) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo) [38 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (5º), Carol Ito (1º), Dandara Palankof (5º), Liber Paz (7º), Lielson Zeni (9º), Lila Cruz (8º) e Maria Clara Carneiro (4º).

7) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão) [37 pontos];

Votaram: Carlos Neto (2º), Érico Assis (1º), Daniela Cantuária Utescher (4º), Daniel Lopes (4º) e Thiago Borges (7º).

8) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke [34 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (1º), Carlos Neto (10º), Daniela Cantuária Utescher (7º), Liber Paz (3º), LIla Cruz (1º) e Ramon Vitral (10º).

8) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho) [34 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (3º), Maria Clara Carneiro (1º), Liber Paz (2º), PJ Brandão (5º) e Thiago Borges (10º).

10) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave) [30 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (3º), Carol Ito (4º), Jéssica Groke (4º), Paulo Floro (8º), Ramon Vitral (8º).

11) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli) [29 pontos];

Votaram: Daniel Lopes (2º), Liber Paz (5º), Paulo Floro (4º), Ramon Vitral (6º) e Thiago Borges (9º).

11) Sem Volta (Companhia das Letras), por Charles Burns (tradução: Diego Gerlach) [29 pontos];

Votaram: Daniel Lopes (3º), Douglas Utescher (3º), PJ Brandão (7º) e Ramon Vitral (2º).

12) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron [27 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (8º), Cecilia Arbolave (1º), Douglas Utescher (10º), Lielson Zeni (4º) e Maria Clara Carneiro (5º).

13) Uma Irmã (Nemo), por Bastien Vivès (tradução: Fernando Scheibe) [24 pontos];

Votaram: Carlos Neto (4º), Érico Assis (2º), Daniel Lopes (9º) e Douglas Utescher (5º).

14) Fugir: O Relato de um Refém (Zarabatana Books), por Guy Delisle (tradução: Claudio Martini) [23 pontos];

Votaram: Carlos Neto (3º), Daniela Cantuária Utescher (4º), Douglas Utescher (6º) e Érico Assis (8º)

15) A Vida é Boa se Você Não Fraquejar (Mino), por Seth (tradução: Dandara Palankof) [20 pontos];

Votaram: Cecilia Arbolave (10º), Daniel Lopes (8º), Luli Penna (2º) e Thiago Borges (4º).

16) Know-Haole #8 (independente), por Diego Gerlach [20 pontos];

Votaram: Carlos Neto (6º), Jessica Groke (2º) e Lielson Zeni (5º).

17) Imaginário Coletivo (DarkSide Books), por Wesley Rodrigues [19 pontos];

Votaram: Liber Paz (1º) e Dandara Palankof (2º).

17) Fun Home (Todavia), por Alison Bechdel (tradução: André Conti) [19 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (2º), Érico Assis (6º) e Cecilia Arbolave (6º).

19) Partir (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Grazi Fonseca [18 pontos];

Votaram: Lielson Zeni (1º), Luli Pena (8º), Maria Clara Carneiro (8º) e Ramon Vitral (9º).

19) Durma Bem, Monstro (independente), por Alexandre Lourenço [18 pontos];

Votaram: Lielson Zeni (2º) e Maria Clara Carneiro (2º).

19) A Entrevista (Mino), por Manuele Fior (tradução: Michele Vartuli) [18 pontos].

Votaram: Paulo Floro (2º) e Douglas Utescher (2º).

Outras HQs listadas pelos jurados do Prêmio Grampo 2019: Ânsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta; Ar Condicionado (Veneta), por Gustavo Piqueira; Até Aqui Tudo Bem (independente), por Rafael Corrêa; Babilônia (independente), por Jéssica Groke; Bone: O Vale ou Equinócio Invernal (Todavia), por Jeff Smith (tradução: Érico Assis); Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash (DarkSide Books), por Dave McKean (tradução: Bruno Dorigatti); Cadafalso (Mino), por Alcimar Frazão, Lourenço Mutarelli, Dalton Cara e Magno Costa; Candyland (independente), por Olavo Rocha e Guilherme Caldas; Cara-Unicórnio – Volume 1 (independente), por Adri A.; Carne (independente), por Animma de Matos; Cinco por Infinito (Pipoca & Nanquim), por Esteban Maroto (tradução: Barbara Zocal e Daniel Lopes); Desenhados um Para o Outro (Compahia das Letras), por Aline Crumb e Robert Crumb (tradução: Érico Assis); Enxaqueca (independente), por Felipe Parucci; Estranhos no Paraíso – Volume 1 (Devir), por Terry Moore (tradução: Guilherme Miranda); Gideon Falls (Mino), por Jeff Lemire, Andrea Sorrentino e Dave Stewart (tradução: Dandara Palankof); Granizo (Ugra Press), por Felipe Portugal; Os Guardiões do Louvre (Pipoca & Nanquim), por Jiro Tanigushi (tradução: Drik Sada); Gume (independente), por Paula Puiupo; Gus #4 – Feliz Clem (SESI-SP), por Christophe Blain (tradução: Fernando Paz); Hibernáculo (independente), por Amanda Paschoal Miranda; A História de Joe Shuster: o artista por trás do Superman (Aleph), por Julian Voloj, Thomas Campi (tradução: Marcia Man); O Idiota (Companhia das Letras), por André Diniz; Inuyashiki #5-#10 (Panini), por Hiroya Oku (tradução: Lídia Ivasa); Ipsilone (Caixa Cultural), por Rafael Sica; Jeremias – Pele (Panini), por Rafael Calça e Jefferson Costa; Juras (independente), por Julia Balthazar; Laerte, tiras e cartuns (Folha de São Paulo), por Laerte; Um longo e surrado vestido de vidro/ Sem mim (independente), por Paulo Crumbim; Mar Menino (independente), por Paulo Moreira; Maré Alta (independente), por Flávia Borges; A Marcha – Livro 1: John Lewis e Martin Luther King em Uma História de Luta pela Liberdade (Nemo), por John Lewis,‎ Andrew Aydin e Nate Powell (tradução: Érico Assis); Marcha para Morte (Devir), por Shigeru Mizuki (Arnaldo Oka); Melaço (independente), por Lita Hayata, Aline Lemos, Bruna Morgan, Dani Franck, Dika Araújo, Jujuqui, Manu Negri, Talita Régis e Mtika; Messias & Messias (Piauí), por Andrício de Sousa; Meu Político de Estimação (independente), por anônimo; Mondo Sama (Noir), por Sama; Monstress – Despertar (Pixel), por Marjorie Liu e Sana Takeda (tradução: Laura Lannes); Mort Cinder (Figura), por Hector Oesterheld e Alberto Breccia (tradução: Rodrigo Rosa); A Noite dos Homens-Peixe (independente), por Juscelino Neco e Gabriel Dantas; Um Novo Corte de Peitos (independente), por Lino Arruda; Ousadas Vol. 1 – Mulheres que só Fazem o que Querem (Nemo), por Pénélope Bagieu (tradução: Fernando Scheibe); Paraíso Perdido (DarkSide Books), por Pablo Auladell; Um Pedaço de Madeira e Aço (Pipoca & Nanquim), por Chabouté; Pedro & Luiz (independente), por Marcos Batista e Rafael Coutinho; O Perfeito Estranho (Veneta), por Bernie Kringstein (tradução: Dandara Palankof); As pessoas são frágeis e ignorantes (independente), por Lovelove6; Por muito tempo tentei me convencer de que te amava (Balão Editorial), por Thiago Souto; Queda (independente), por Lalo; Rapsódia para Máquina Operatriz (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Ian Indiano; Raul (Elefante), por Alexandre de Maio; O Relatório de Brodeck (Pipoca & Nanquim), por Manu Lacernet (tradução: Pedro Bouça); Senhor Milagre – Volume 1 (Panini), por Tom King e Mitch Gerads (tradução: Bernardo Santana); Série Postal – Ano 2 (independente), edição por Ramon Vitral; Só Ana (independente), por Renata Nolasco; Telma Proibida (independente), por Kelly Alonso Braga; Tekkon Kinkreet (Devir), por Taiyo Matsumoto (tradução: Arnaldo Oka); Tilt (independente), por Raquel Vitorelo; Transistorizada (independente), por Luiza Lemos; Ugrito #17: Óleo Sobre Tela (Ugra Press), por Aline Zouvi; Ultralafa (independente), por Daniel Lafayette; O Vazio que nos Completa (Jupati Books), por Sérgio Chaves e Allan Ledo; A Vida Não me Assusta (independente), por Juscelino Neco; Visão #1 & Visão #2 (Panini Comics), por Tom King, Gabriel Hernandez Walta, Michael Walsh e Jordie Bellaire (tradução: Paulo França, Kitsune); A Zica #5 (independente), edição por Luiz Navarro, Marcos Batista e João Perdigão.

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