[Vem Comigo] Dylan Dog #7

Dylan Dog e seu ajudante Groucho vão parar em uma pequena cidade, onde as pessoas não gostam muito de forasteiros que queiram mudar as coisas por lá. Tudo isso foi motivado por uma mensagem captado do espaço pela antena do projeto de monitoramento de sinais vindos de fora da Terra. Essa é a premissa de Dylan Dog #7 (Mythos, 2019, tradução de Júlio Schneider).

As histórias do detetive do pesadelo ficaram um tempo fora de catálogo no país e agora a Mythos retoma a publicação do personagem em duas séries simultâneas (a clássica e uma mais “moderna”) em formato italiano (16 x 21 cm), além de alguns álbuns especiais em capa dura e formato maior (21 x 29,5 cm), Dylan Dog Graphic Novel.

Essa é a segunda vez que a Mythos investe na publicação da série, a outra vez foi entre 2002-2006 (40 números), em um formato pequeno, o mesmo em que a editora publica Tex e Zagor há anos (e antes dela a Globo e a Vecchi, o 13,5 x 17,5 cm). As outras editoras que publicaram o personagem foram a Record, com 11 edições em formato italiano, entre 1991-1993 (além de Incubus, edição em formato magazine e o encontro com Martin Mystere); a Conrad, em 2002 (6 edições em 13,5 x 20,5 cm) e Lorentz, com 3 quadrinhos em formato italiano em 2017.

Dylan Dog é um de meus personagens favoritos e é a única série que me dedico a colecionar (do tipo, comprar em sebo os números que faltam, essas coisas) e eu não sei bem o porquê do meu fascínio com o personagem.

Padrão nos títulos da Bonelli, Dylan Dog tem uma estrutura narrativa que se repete mês após mês: um início sem DD, que introduz o tema da história, em seguida ou o detetive é formalmente contratado ou já está no meio da ação, e se depara com um mistério sobrenatural, meio do naipe Além da Imaginação e vamos pra resolução (tudo isso entremeado por trocadilhos do assistente Groucho, um sósia de um dos irmãos Marx). Acho que nesses dois últimos elementos que a série me ganha (e também pelos trocadilhos, confesso).

Os mistérios sempre variam muito e passeiam pelo espectro do sobrenatural, da ficção científica e da história de crime propriamente. As ideias são tão fortes e bem apresentadas, que, muitas vezes, não sobra muito espaço para ação de combate, o que me interessa. Já a resolução costuma apontar para um caminho já conhecido na ficção, mas ela dá a volta no leitor e o entrega outra coisa, algo que esse leitor reconhece como possível, que também estava ali, mas mesmo assim o surpreende.

A arte é preto e branco, e bate ponto nas regras da escola naturalista de desenho, tudo direitinho, com personagens bem expressivos no seu movimento corporal. As páginas tendem aos 6 quadros, mas há bastante variação, algumas vezes passando inclusive pelo modelo de grade de 9 quadros, o que traz variedade de ritmo que não se vê em Tex, por exemplo, adepto de grades de 6 quadros como regra.

Além disso tudo, ainda há as homenagens na revista: o cientista Humbert Coe, na página acima, é um importante teórico da literatura e romancista italiano.

Mas nada disso explica porque eu gosto tanto desse fumetto. Talvez precise contratar o Dylan Dog pra descobrir.

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