À esquerda

A equipe principal do Balbúrdia, um site sobre HQ, não consegue deixar de se posicionar sobre o que acontece politicamente no País. Acreditamos na política diária e que se espalha nos atos miúdos e singelos até nos mais eloquentes. A orientação do Balbúrdia é de esquerda e progressista, de luta constante pelos direitos de minorias. Não sendo jornalistas, nossa proposta não é a isenção, mas pelo contrário, o pessoal e particular que possa levar ao universal.

Isso esclarecido, nos posicionamos contra o impeachment da presidenta Dilma, contra a manutenção de Eduardo Cunha no cargo de presidente da Câmara de Deputados, contra discursos de ódio e de exaltação de torturadores. Internamente a equipe convive com divergências sobre o valor do atual governo (ela ainda está lá, a presidenta eleita) e gera sempre discussões saudáveis e de reflexão, com, pasmem, mudança de opinião. Sim, porque é possível repensar e mudar.

Vemos esse momento atual como uma manobra política da oposição para conseguir, esticando as regras, o que não conseguiu nas eleições; em miúdos, um golpelho. Não vemos crime legítimo de impedimento sendo cometido pela presidenta, mas vemos, sim, pesar acusações contra vários dos políticos que a caçam (com Ç mesmo).

Os manifestantes pró-impeachment diziam que primeiro ela, depois os outros. Queremos, embora duvidamos que isso aconteça.

A esquerda deve se preparar pra luta e pra isso deve se armar de informação e disposição pro debate, deve refletir e repensar. A história de quem pediu mudança nunca foi fácil, porque isso mudaria nesse país em que a desigualdade social é imensa (atenuada nos últimos anos pelas políticas sociais dos governos Lula e depois Dilma)?

A cultura é um valor fundamental nessa ideia de preparação e mudança, seja na liberdade de expressão (que é diferente do discurso de ódio), seja no poder de transformação de ideias ou ainda via o entendimento de que há manipulação de setores da sociedade por veículos da mídia mais preocupados com o bolso, com a manutenção dos mesmos esquemas, das mesmas estruturas alienantes e ultrapassadas, do que com os fatos.

Falamos de quadrinhos na maciota, mas de política falamos a sério.

Dandara Palankof, Liber Paz, Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro, Paulo H. Cecconi, Pedro Cobiaco

3 comentários em “À esquerda”

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