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Imagem de divulgação do segundo encontro das Ladies, desenho de Ana Koehler

Pedimos às Ladies Mariamma Fonseca, Samanta Coan e Samara Horta nos contarem um pouco sobre o que elas viram mudar em seus seis anos no ar: muito caminho andado, e muito ainda pela frente!

O que já viu e vivenciou o Lady’s Comics?

São quase 6 anos de atuação do Lady’s Comics. O que era site, virou coletivo. Inicialmente composto por Mariamma Fonseca, Samanta Coan e Lu Cafaggi, contou em seguida com Samara Horta. De lá pra cá, vimos muitas artistas produzindo, novas autoras surgindo e muitas questões postas em prática nos debates de quadrinhos pelo Brasil afora. O coletivo esteve presente nos mais diversos eventos de quadrinhos, entre eles FIQ, ComicCon Experience, Rio Comicon, Crack Bang Boom (Argentina) e Desenquadradas. E vimos o aumento do debate sobre o papel da mulher em diversas esferas sociais. Com o passar dos anos, fomos impulsionadas por uma nova onda de autoras que se divulgavam mais e que queriam, no mesmo pé de igualdade, participar de debates e projetos de quadrinhos.

Lançamos novos projetos, como o Banco de Mulheres Quadrinistas – BAMQ, o evento Encontro Lady’s Comics e a publicação Revista Risca!. Reconhecemos o pontecial das histórias em quadrinhos para além do entretenimento e parte disso se deve às mulheres que conhecemos nesta caminhada. Afinal, foram elas que fizeram as mudanças, colaboraram com o emponderamento e autonomia da própria arte — criaram coletivos, sites de críticas, autopublições e promoveram eventos para estabelecer uma rede de apoio. Desse modo, fizeram com que o olhar das editoras e dos grandes eventos se voltassem para elas.

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Revista Risca!

Especificamente sobre o Encontro que realizamos em 2014, cujo o tema foi Transgredindo a Representação Feminina nos Quadrinhos, percebemos que era urgente um espaço físico para falar sobre o assunto. E esse retorno veio por meio dos participantes e artistas que encheram o auditório em apenas um dia de programação.

Durante nossa caminhada, esbarramos com alguns desafios, como manter o tema em discussão e trazer novas pautas que contemplem a diversidade. Veio a vontade de um segundo Encontro. Com o tema A Primeira Viagem, confirmamos que a conversa é contínua e se faz necessária para problematizar e enfatizar cada vez mais boas representações. Precisamos fortalecer o diálogo e o registro, tudo isso visando o emponderamento feminino e a reflexão sobre a participação das mulheres em todos os processos criativos das HQs. Reconhecemos a falha histórica com autoras veteranas e buscamos sempre trazer à luz suas produções.

Criamos formas de nos aproximarmos das atuações também de diferentes regiões do país e fora do Brasil. Atualmente o site conta com 10 colaboradas ativas que trazem semanalmente suas visões sobre a área em quadrinhos e artigos.

Não paramos por aí: no próximo ano colocamos em prática o projeto Quadrinhos, Educação, Traços e Imaginação – QUATI, que busca levar oficinas de quadrinhos para crianças e professores da rede pública nas áreas mais afastadas de Belo Horizonte.

Não sabemos o que nos espera lá na frente, mas estamos seguras de que estamos no caminho certo. E continuaremos.