[Vem comigo] Boxe

Senhoras e senhoras, no ringue hoje temos Alexandre Lourenço e sua revista em quadrinhos Boxe.

“Deixa eu te explicar as regras: 1) falamos de quadrinhos na maciota; 2) o Alexandre Lourenço mantém coluna no Balbúrdia; 3) ele é meu amigo pessoal; 4) eu sou citado como personagem terceário na história; 5) acredito que consigo comentar essa revista levando em conta o 2), o 3) e o 4). Alguma dúvida? Prontos? Se cumprimentem, vão pro seu córner e esperem o gongo.”

 

 

PRIMEIRO ROUND

Se antes Lourenço publicou obras em formatos quadrados Robô Esmaga (JBC, 2015) e Você é um babaca, Bernardo (Mino, 2016) e mesmo as duas Gibi sim, senhor (independente, 2012 e 20113), Boxe é vertical (29,7 x 21 cm), colorida, 28 páginas e pode ser COMPRADA DIRETAMENTE COM O AUTOR AQUI.

SEGUNDO ROUND

As poucas páginas não oferecem, porém, uma leitura rápida, pois são 35 quadros por página durante quase todo o gibi: desenho miudinhos e livres de requadro que dão a impressão de vermos mesmo uma batalha em miniatura na nossa frente: Lourenço nos traz o Boxe de Bolso.

TERCEIRO ROUND

Surgido como um estúdio em que amigos de Curitiba (e Sâo José dos Pinhais!) se reuniram pra desenhar juntos, logo Alexandre S Lourenço, Bianca Pinheiro, Greg Stella e Yoshi Tice (com campanha no Catarse de Eventos semiapocalípticos: Eduardo e Afonso) resolveram montar também um selo chamado La Gougoutte. Boxe é o primeiro lançamento desse grupo.

QUARTO ROUND

A multidão de desenhos se opõe ao pouco texto que entra preciso, só o necessário. Se trata, afinal de uma luta de Boxe (Ramon Vitral fez as contas: é uma luta de 368 quadros).

QUINTO ROUND

Ao contrário das cenas de combate dos comics (ou mesmo dos mangás), o recurso aqui nunca é aumentar a arte na página, mas manter a cadência do combate, como um bom pugilista.

SEXTO ROUND

Lourenço mantém essa cadência com grade fixa na página, os desenhos miúdos e a repetição de alguns dos quadrinhos. Uma diferença produção pela repetição em novo contexto. Vira uma espécie de Onde está Wally encontrar esses quadros repetidos.

SÉTIMO ROUND

OITAVO ROUND

Depois de 20 páginas de regularidade na quantidade de quadros, Boxe apresenta em suas duas últimas páginas não só menos painéis, como também variação no estilo da arte. Mas isso prefiro não comentar demais.

NONO ROUND

Apesar da proposta de apresentação do combate de Lourenço ser encantadora e me deixar empolgadinho, a força dessa história aparece após a luta: na sutura dos ferimentos, no pouco dinheiro, na relação pai e filho, na luta do dia a dia, naquele personagem meio arriado, mas que recusa o nocaute do seu cotidiano.

 

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