[Parlatório] Dominique Goblet

 

“retrato de um pai ideal”

A des.gráfica desse ano vem com dois convidados das gringas interessantíssimos, e a gente tem muita honra de ter sido convidado para não apenas mediar essas conversas, assim como poder entrevistar, em primeira mão, esses caros ilustres.

Um deles é o requintado crítico de quadrinhos português Pedro Moura. O outro convidado é a Dominique Goblet, artista plástica belga, ilustradora e quadrinista, das mais importantes autoras que mexeram com o gênero autobiográfico. Emprestei Faire semblant c’est mentir há anos a alguém que amaldiçoo até a próxima geração (mentira, sou bruxa pelo bem. Mas me devolva, por favor). Continue lendo “[Parlatório] Dominique Goblet”

[Vem comigo] Thomas Ott

Um homem encontra um número da sorte. A sorte lhe sorri, mas depois vem lhe cobrar com força. A história lúgubre é ambientada com desenho todo preto, de traço feito talho em madeira, como risquinhos desenhando na noite. 73304-23-4153-6-96-8quadrinho de Thomas Ott, é um suspense macabro, como boa parte dos livros do autor suíço. Continue lendo “[Vem comigo] Thomas Ott”

[Parlatório] Patrice Killoffer

Entre 2010 e 2011, Maria Clara Carneiro, então produtora editorial da editora Barba Negra, foi a tradutora de Patrice Killoffer em sua passagem pelo Brasil. Ela também aproveitou pra fazer esta entrevista para o hoje extinto site da Barba Negra. Recuperamos a bichinha (além de um texto sobre a greve na editora L’Association). Continue lendo “[Parlatório] Patrice Killoffer”

[Bartheman] Corpos inviáveis

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Jeanine, de Matthias Picard © L’Association, 2011

Jeanine está sendo entrevistada por um rapazote, o Matthias Picard. A um determinado momento, ela percebe rabiscos no caderno dele, a quem ela confiava a sua história:

– Você está desenhando quem?
– Seu pai.
– Mas… você não sabe como ele se parece.
– Não, eu imagino.
– Ele era italiano, o meu pai… Continue lendo “[Bartheman] Corpos inviáveis”

[Vem comigo] Fanny Michaëlis

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Ilustração para Magazine Littéraire, 2012
Era o RioComicon 2011, e uma equipe montava um tanto de improviso a caixa de som, microfones e uma pequena bateria elétrica, em meio ao corredor dos independentes, defronte aos vagões pintados pelos Gêmeos. Os músicos que se apresentariam em breve eram Ludovic Debeurme e sua namorada, Fanny Michaëlis, que acompanhara o convidado ao festival – lançando seu Lucille¹. Ela chegou de posse de seus dois primeiros livros publicados no mesmo ano, Peggy Lee e Avant mon père aussi était un enfant.

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