[Parlatório] Patrice Killoffer

Entre 2010 e 2011, Maria Clara Carneiro, então produtora editorial da editora Barba Negra, foi a tradutora de Patrice Killoffer em sua passagem pelo Brasil. Ela também aproveitou pra fazer esta entrevista para o hoje extinto site da Barba Negra. Recuperamos a bichinha (além de um texto sobre a greve na editora L’Association). Continue lendo “[Parlatório] Patrice Killoffer”

[Parlatório] Daniel Lafayette

Há muitos e muitos tempos atrás, entrevistei o Daniel Lafayette para o (falecido) site da Editora Barba Negra (Ultralafa, 2011). Lafa tinha acabado de ser publicado pela editora, era seu primeiro livro. Sacudi a poeira da entrevista e convido vocês para revisitarem as tiras e as charges desse quadrinista escalafobético, que continua produzindo pra kct, analisando a moda e os costumes do Homo Interneticus e a subespécie Homo Interneticus BrasiliensisContinue lendo “[Parlatório] Daniel Lafayette”

[Vem Comigo] Mayo + Pequeno Pirata

Este fim de semana eu sonhei com pirata, vi filme de pirata e li gibi de pirata, então achei justo começar a semana com dois gibis de pirata que eu adoro.

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Primeiro, Mayo, da Editora Mino, pelo genial Fábio Cobiaco. Esse é um gibi que cresce em mim gradualmente. sempre gostei do formato, da forma como foi montado (em tiras horizontais) e, o principal, da arte, marcada por contrastes e jogos de luz e sombra. Mas a história melhora sempre que fecho o livro e penso nela. Quando releio, acho melhor do que a vez anterior. Uma baita homenagem aos quadrinhos do Hugo Pratt e ao universo aventuresco da Bonelli.

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Pequeno Pirata (Barba Negra), do David B., é uma história de terror produzida em tempos contemporâneos que mais me afetou. David B. é um dos autores modernos que faz um terror muito particular, assim como Charles Burns, e a investida dele nessa história sobre uma criança e piratas mortos tem um final tenebroso.

Recomendo deveras ambas!

[Historinhas] A Narval acabou. Viva a Narval!

 

Ontem, Rafael Coutinho declarou o encerramento da Narval Comix, loja virtual e editora dinâmicas e no ar há seis anos. É bom lembrar que a casa é um desdobramento de outro organismo-cetáceo, a Cachalote. De uma loja de quadrinhos (2009~2010) a um selo (2010), até a fundação da Narval, primeiramente loja virtual editando alguns quadrinhos (Revista 1000, a série Beijo Adolescente). Em tempos geológicos parece pouco para que, de repente, virasse essa sustância dos equivocadamente chamados “alternativos” nacionais (e vou explicar melhor esse meu ponto adiante).

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[Vem comigo] Fanny Michaëlis

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Ilustração para Magazine Littéraire, 2012
Era o RioComicon 2011, e uma equipe montava um tanto de improviso a caixa de som, microfones e uma pequena bateria elétrica, em meio ao corredor dos independentes, defronte aos vagões pintados pelos Gêmeos. Os músicos que se apresentariam em breve eram Ludovic Debeurme e sua namorada, Fanny Michaëlis, que acompanhara o convidado ao festival – lançando seu Lucille¹. Ela chegou de posse de seus dois primeiros livros publicados no mesmo ano, Peggy Lee e Avant mon père aussi était un enfant.

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