[Parlatório] Patrice Killoffer

Entre 2010 e 2011, Maria Clara Carneiro, então produtora editorial da editora Barba Negra, foi a tradutora de Patrice Killoffer em sua passagem pelo Brasil. Ela também aproveitou pra fazer esta entrevista para o hoje extinto site da Barba Negra. Recuperamos a bichinha (além de um texto sobre a greve na editora L’Association). Continue lendo “[Parlatório] Patrice Killoffer”

[1, 2, 3… já!] A restrição, a regra, o potencial

Oficina virtual de quadrinhos potenciais

Coluna para difundir e motivar atividades Oulipo-oubapianas, em que todos possam participar enviando suas produções a partir das proposições.

Lembrando: é u-li-pô, u-ba-pô. Os acrônimos em francês têm o ou de “ouvroir”, que quer dizer oficina no sentido artesanal mesmo da coisa, de grupos de pessoas trabalhando juntas. Ateliê, de várias pessoas dividindo um espaço de ofício (que, em francês, era a mesma palavra para o tear: métier). 
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[1, 2, 3… já!] A iteração como princípio

Oficina virtual de quadrinhos potenciais

Coluna para difundir e motivar atividades Oulipo-oubapianas, em que todos possam participar enviando suas produções a partir das proposições.

Iteração

 

Diz a lenda que Lewis Trondheim não sabia desenhar. Um de seus primeiros livros, portanto, foi feito a partir de um único bonequinho desenhado, fotocopiado, transformado em tiras de quatro quadros desse mesmo desenho. A mesma tira, repetida à exaustão, com apenas o mesmo desenho e textos diferentes, causou um efeito humorístico entre a variabilidade do texto e a imagem estática, que “ganhava” expressão em contraponto com o discurso.
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Le Dormeur, de Lewis Trondheim
(Outro livro dele com Jean-Christophe Menu, repetia quatro quadros em variadas combinações, produzindo um livro inteiro em que apenas o texto era trocado)

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[Vem comigo] Fanny Michaëlis

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Ilustração para Magazine Littéraire, 2012
Era o RioComicon 2011, e uma equipe montava um tanto de improviso a caixa de som, microfones e uma pequena bateria elétrica, em meio ao corredor dos independentes, defronte aos vagões pintados pelos Gêmeos. Os músicos que se apresentariam em breve eram Ludovic Debeurme e sua namorada, Fanny Michaëlis, que acompanhara o convidado ao festival – lançando seu Lucille¹. Ela chegou de posse de seus dois primeiros livros publicados no mesmo ano, Peggy Lee e Avant mon père aussi était un enfant.

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