[1, 2, 3… já!] Listas!

CLBD10[1]

Oficina virtual de quadrinhos potenciais

Coluna para difundir e motivar atividades Oulipo-oubapianas, em que todos possam participar enviando suas produções a partir das proposições.

Eu disse, na última coluna, que não paro de falar em Gerner. VENHA ME CALAR! Então, outra técnica que ele usa muito – e é queridíssima pelos oulipianos – é a confecção de listas.

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[Parlatório] Daniel Lafayette

Há muitos e muitos tempos atrás, entrevistei o Daniel Lafayette para o (falecido) site da Editora Barba Negra (Ultralafa, 2011). Lafa tinha acabado de ser publicado pela editora, era seu primeiro livro. Sacudi a poeira da entrevista e convido vocês para revisitarem as tiras e as charges desse quadrinista escalafobético, que continua produzindo pra kct, analisando a moda e os costumes do Homo Interneticus e a subespécie Homo Interneticus BrasiliensisContinue lendo “[Parlatório] Daniel Lafayette”

[Com vocês] L.M. Melite: Em Espiral

EM ESPIRAL (OU O QUE É UM ROMANCE GRÁFICO?)

por L.M.Melite

Em uma de suas histórias, o escritor Harvey Pekar nos conta como conheceu o jovem artista Robert Crumb – isso quando Crumb ainda não era famoso no microuniverso da contracultura. Em determinado ponto da história, Harvey olha em direção ao leitor e diz:

“Os caras que fazem quadrinhos comerciais, com super-heróis e animais são muito limitados, porque têm que atrair as crianças. Os caras dos quadrinhos underground exploram outras coisas, mas ainda tem muita coisa que não foi feita. Existe um potencial enorme. Dá pra fazer com os quadrinhos a mesma coisa que se faz com romances, ou cinema, ou teatro ou qualquer coisa. Quadrinhos são imagens e palavras: com imagens e palavras dá pra fazer qualquer coisa!”

Pekar fala sobre HQ. Desenho de Crumb.
Pekar escreveu, Crumb desenhou.

Qualquer coisa?, eu me perguntava. Até mesmo um romance? Será que uma história em quadrinhos teria a capacidade e o potencial de me fazer sentir as coisas que os romances conseguiram? Será que as histórias em quadrinhos conseguiriam alcançar o nível de chatice de um romance?

Pra poder responder a isso eu precisaria pelo menos encontrar uma definição para o romance. Na internet havia muitas.
A mais popular delas é que o romance era um sucessor natural e um sepultador da epopeia. Uma outra é que se tratava especificamente do formato livro.
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