[Parlatório] Pedro Moura

Na semana passada postamos uma entrevista com uma das convidadas da Des.Gráfica 2017, Dominique Goblet. Hoje é a vez do outro convidado, o pesquisador, crítico e escritor português Pedro Moura.

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[1, 2, 3… já!] Listas!

CLBD10[1]

Oficina virtual de quadrinhos potenciais

Coluna para difundir e motivar atividades Oulipo-oubapianas, em que todos possam participar enviando suas produções a partir das proposições.

Eu disse, na última coluna, que não paro de falar em Gerner. VENHA ME CALAR! Então, outra técnica que ele usa muito – e é queridíssima pelos oulipianos – é a confecção de listas.

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[Com vocês] L.M. Melite: Em Espiral

EM ESPIRAL (OU O QUE É UM ROMANCE GRÁFICO?)

por L.M.Melite

Em uma de suas histórias, o escritor Harvey Pekar nos conta como conheceu o jovem artista Robert Crumb – isso quando Crumb ainda não era famoso no microuniverso da contracultura. Em determinado ponto da história, Harvey olha em direção ao leitor e diz:

“Os caras que fazem quadrinhos comerciais, com super-heróis e animais são muito limitados, porque têm que atrair as crianças. Os caras dos quadrinhos underground exploram outras coisas, mas ainda tem muita coisa que não foi feita. Existe um potencial enorme. Dá pra fazer com os quadrinhos a mesma coisa que se faz com romances, ou cinema, ou teatro ou qualquer coisa. Quadrinhos são imagens e palavras: com imagens e palavras dá pra fazer qualquer coisa!”

Pekar fala sobre HQ. Desenho de Crumb.
Pekar escreveu, Crumb desenhou.

Qualquer coisa?, eu me perguntava. Até mesmo um romance? Será que uma história em quadrinhos teria a capacidade e o potencial de me fazer sentir as coisas que os romances conseguiram? Será que as histórias em quadrinhos conseguiriam alcançar o nível de chatice de um romance?

Pra poder responder a isso eu precisaria pelo menos encontrar uma definição para o romance. Na internet havia muitas.
A mais popular delas é que o romance era um sucessor natural e um sepultador da epopeia. Uma outra é que se tratava especificamente do formato livro.
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[VEM COMIGO] Viva a Revolução!

Minha ficha Crumb demorou um pouco pra cair, mas depois que foi, eu leio tudo que sair do cara. Esse Viva a revolução! (Veneta, 2014) é uma das minhas coletâneas favoritas dele.

O Rogério de Campos manda um texto contextualizador muito massa na introdução e na sequência são várias histórias de revoluções, com a presença maciça de Leonore Goldberg e sua tropa feminista.

Muita gente acusa o Crumb de machismo e misoginia. O que acho maluco é que lendo essa coletânea se encontra confirmações e refutações dessa ideia, pois Robert Crumb parece ser um objeto que não se deixa apreender de todo e aí releio e releio e releio e nunca concluo nada.

Ah, é dessa coletânea as imagens liberadas pelo próprio artista pro Movimento Passe Livre usar nas manifestações em São Paulo.